quarta-feira, 16 de setembro de 2009

Bodas de Açúcar ou Perfume

“Bah, e agora? Se não vier ninguém eu entro à direita, mas se vier vou ter que ir reto e passar nesse lugar horrível...” Olho nos retrovisores: ninguém. Huummm. Olho pra trás: ninguém. “Então posso virar!” E virei à direita. E logo escuto aquele bum e olho pelo retrovisor: um motoqueiro bateu! “Droga! Peguei um motoqueiro!! Mas eu vi! Eu vi! Não tinha ninguém!! De onde, diabos, ele saiu? Maldita coluna cega!! Ele devia estar ali o tempo todo! M&%$A!!”
E foi assim que eu o conheci .
Esperamos mais de uma hora pela polícia e eu morta de preocupação com ele. “Você está bem? Ta muito machucado?” (ai jisuix... ele tem olhos verdes...) “Não é melhor ir ao hospital e ver se você quebrou alguma coisa? Eu vou junto, não vou fugir.” (ai que graça que ele é...)
Ralou a mão, bateu uma perna no carro e a outra foi pro chão junto com a moto, mais o susto e a raiva. Me xingou em silêncio até a milhonésina geração.
Mas nessa espera nossos olhos se cruzavam... Muito... Demais até pro meu gosto. E uma hora um fisgou o outro e não dava mais pra desviar. “É ele” dizia uma vozinha no meu ouvido. “Ele...” eu pensava...
Assumi minha culpa, afinal entrei sem ligar a seta. Trocamos telefone, pedi que fizesse os 3 orçamentos e me ligasse pra gente acertar o prejuízo. Insisti que fosse ao hospital ver se estava tudo bem (vai que ele inventa de me processar?) mas ele não quis, disse que estava tudo bem, que era como machucado de futebol.
Preenchidos os dados pelos políciais – que ria olhando pra gente – seguimos cada um o seu rumo. A ex do meu irmão comigo: “Ficamos só olhando vcs dois!”
Ele ligou dia seguinte. Perguntei se ele se importava em assinar um termo pra não me processar (irmão ‘adevogado’ dá nisso) ele disse que não, que assinava na boa. Combinamos de nos encontrar no cartório ali perto. Mas ao vê-lo de novo meu coração disparou. “Ai jisuix, que nervoso!” eu pensava. Ele assinou (“Ah rá! Ele também está nervoso! Que fofo!”), conversamos mais um bocado e ele me convidou pra tomar um ‘chima’ qualquer dia. “Nossa! Quanto tempo não tomo chimarrão! Vamos combinar sim!”.
E nosso contato foi ficando mais freqüente, mais próximo, pois ele fazia publicidade e eu queria idéias para divulgar meus chocolates (é, eu fazia chocolates... muitos!). E nessa de ele vir em casa pra gente conversar (de tudo), um dia ele me pediu romanticamente em namoro.
E em casamento!
Hoje temos dois filhos, duas empresas (somos sócios em ambas), partilhamos uma vida juntos E EU NÃO CONSIGO MAIS VIVER SEM ELE!!
Francis, meu marido maravilhoso, te amo tanto que transborda meu coração! Obrigada por me agüentar e dividir tantas coisas comigo! Obrigada pelas brigas, pelo carinho, pelas cócegas, por tudo!! É muito bom poder ter alguém como você sempre junto, construindo e aumentando nossa felicidade com esses dois molequinhos travessos que temos!
São 6 anos de muita felicidade!! E que venham mais 60!!

4 comentários:

Francis Henrique Trennepohl disse...

E TE AMO CADA VEZ MAIS!

Marcia H disse...

nossa, que romântico, quanto amor!
parabéns a vocês e que venham mais 60!

Marilena disse...

Que história de novela!!!! Muito romantico mesmo. Estas coisas são inexplicaveis e quando tem que acontecer não tem jeito... Parabens pra vcs e que vcs continuem apaixonados e felizes.



Marilena

Aglais Trennepohl disse...

Márcia e Marilena:
Obrigada pelo carinho!!
E já estamos discutindo com Hollywood o lançamento do filme!! kkkkk Brincadeira!! Mas enredo pra filme tem!!
bjos enormes